Marcelo Maia

Eu Acredito na Família

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A Palavra de Deus nos fala algumas vezes em hospedar o Senhor. O Salvador faz-se hóspede na casa da Marta e de Maria, irmãs de Lázaro de Betânia. As duas acolhem Jesus; Maria acolhe-o de modo perfeito, pois que não somente dá-lhe sua atividade, mas dá-lhe um coração que escuta, que é capaz de acolhê-lo em profundidade.

 A passagem nos chama atenção para o fato profundo do ser cristão: não se trata simplesmente de crer no Cristo, mas de um esforço constante em acolhê-lo na vida, fazendo-o íntimo nosso, numa conaturalidade de amor e sentimento. Aquilo de que falava São Paulo ao exortar: “Tende em vós os mesmos sentimentos do Cristo Jesus!” Este é, efetivamente, o grande desafio do cristianismo: a amizade, a intimidade, a disponibilidade de coração em relação a Jesus. Não se trate de cumprir preceitos simplesmente, de aderir a um credo doutrinal, de praticar certos atos de culto ou certas normas morais; trata-se, antes, da amizade, do amor, do afeto para com o Senhor: “Tu me amas?” – é esta a questão decisiva que nos faz ou não cristãos!

Amar é acolher na casa do coração, amar é perder tempo para ouvir, para deixar que o sonho do Amado invada a nossa vida e o nosso sonho. Maria fez isso melhor que Marta, por isso é modelo da discípula perfeita!

Outro exemplo de acolhida é o de Abraão, no livro do Gênesis (cf. Gn 18). Ele acolheu o Senhor sem saber de quem se tratava. Foi todo prestimosidade, todo generosidade para com os hóspedes desconhecidos: deu-lhes a melhor farinha, o melhor vitelo, o melhor de si…. Sentou-se descansadamente sob o carvalho e, de pé, todo prestimoso, os serviu… Acolhendo o estrangeiro, tornando-se próximo dele, sem saber, Abraão, nosso Pai, acolheu o próprio Senhor!

Ainda agora é assim: quando acolhemos, quando nos fazemos próximos, quando somos generosos, quando o deixamos o coração ser uma casa espaçosa que recebe sem restrição, então, sem nem nos darmos conta, acolhemos o próprio Deus!

E qual é o resultado de Deus na nossa vida, de Cristo em nós – como diz São Paulo na segunda leitura? É a fecundidade de uma vida que vale a pena: “No próximo ano passarei aqui novamente e Sara terá um filho!” Na perspectiva de Deus, dar enriquece, dar gera vida, dar nos faz acolher o próprio Senhor da vida!

Deus Abençoe nossas famílias

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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Dia 19 de janeiro de 2010, fiz a pregação do nosso Grupo de Oração Acreditando na Família, na Comunidade Família de Nazaré.

Meditei um pouco sobre a impossibilidade de sermos salvos através da Lei e de méritos nossos  afinal São Paulo nos lembra:

10. Não há nenhum justo, não há sequer um.   11. Não há um só que tenha inteligência, um só que busque a Deus.   12. Extraviaram-se todos e todos se perverteram. Não há quem faça o bem, não há sequer um  - Rm 3, 10-12 (Sl 13,lss)

A solução é, portanto Reconhecer-se pecador e confiar na misericórdia de Deus

“Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.”  (Rm 5, 19 )

4. Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou,   5. quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos! -,   6. juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus.   7. Ele demonstrou assim pelos séculos futuros a imensidão das riquezas de sua graça, pela bondade que tem para conosco, em Jesus Cristo.   8. Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus.   9. Não provém das obras, para que ninguém se glorie.  (Ef 2, 4-9)

Ouça essa pregação na integra clicando abaixo:

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Deus abençoe nossas famílias

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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todos-os-santosHoje, a Igreja volta seu olhar e seu coração para o céu e enche-se de alegria ao contemplar uma multidão que participa da glória e da plenitude do Deus Santo.

A nossa fé nos ensina que somente Deus é Santo. Na Bíblia, “santo” significa, literalmente, “separado”. Deus é aquele que é separado, absolutamente diferente de tudo quanto exista no céu e na terra: Ele é único, Ele é absoluto, Ele sozinho se basta, sozinho é pleno, sozinho é infinitamente feliz. Ele é Deus! Por isso, Santo, em sentido absoluto, é somente o Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo. A Jesus, o Filho eterno feito homem, nós proclamamos em cada missa: “Só vós sois o Santo”; ao Pai nós dizemos: “Na verdade, ó Pai, vós sois Santo e fonte de toda santidade”; ao Espírito nós chamamos de Santo.

Mas, a nossa fé também nos ensina que este Deus santo e pleno, dobra-se carinhosamente sobre a humanidade – sobre cada um de nós – para nos dar a sua própria vida, para nos fazer participantes de sua própria plenitude, sua própria santidade. Foi assim que o Pai, cheio de imenso amor, enviou-nos seu Filho único até nós, e este, morto e ressuscitado, infundiu no mais íntimo de nós e de toda a Igreja o seu Espírito de santidade. Eis, quanta misericórdia: Deus, o único Santo, nos santifica pelo Filho no Espírito: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” É isto a santidade para nós: participar da vida do próprio Deus, sermos separados, consagrados por ele e para ele desde o nosso Batismo, para vivermos sua própria vida, vida de filhos no Filho Jesus! É assim que todo cristão é um santificado, um separado para Deus. Mas, esta santidade que já possuímos deve, contudo, aparecer no nosso modo de viver, nas nossas ações e atitudes. E o modelo de toda santidade é Jesus, o Bem-aventurado. Ele, o Filho, foi totalmente aberto para o Pai no Espírito Santo e, por isso, foi totalmente pobre, totalmente manso, totalmente puro e abandonado a Deus no pranto, na fome de justiça e na misericórdia. Então, ser santo, é ser como Jesus, deixando-se guiar e transformar pelo seu Espírito em direção ao Pai. Esta santidade é um processo que dura a vida toda e somente será pleno na glória. São João nos fala disso na segunda leitura de hoje: “Quando Cristo se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é”.

Nesta perspectiva, podemos contemplar a estupenda leitura do Apocalipse que escutamos como primeira leitura. O que se vê aí? Uma multidão. Primeiro, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos de Israel. Isto simboliza todo o Israel. Recordemos: 12 é o número do Povo do Antigo Testamento. Pois bem, cento e quarenta e quatro mil equivale a 12 x 12 x 1000, isto é, à totalidade de Israel. Deus não se cansou de chamar o povo da antiga aliança: Israel haverá de ser salvo pelo sangue de Cristo. Mas, há ainda mais: “Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro”. Essa multidão são todos os povos da terra, chamados por Cristo, na Igreja, para a salvação, para a santificação que Deus nos oferece. Notemos bem: “uma multidão que ninguém podia contar”. A salvação é para todos, a santidade não é para um grupinho de eleitos, para uma elite espiritual. Todos são chamados a essa vida divina que Deus quer partilhar conosco, todos são chamados à santidade! “Trajavam vestes brancas e traziam palmas nas mãos. São os que vieram da grande tribulação e lavaram e alvejaram suas vestes no sangue do Cordeiro”. Eis quem são os santos: aqueles que atravessaram as lutas desta vida, as tribulações desta nossa pobre existência, unidos a Cristo; são os que venceram em Cristo – por isso trazem a palma da vitória; são os que não tiveram medo de viver e, se caíram, se erraram, foram, humildemente, lavando e alvejando suas vestes no sangue precioso de Cristo: são santos não com sua própria santidade, mas com a santidade do Cristo-Deus. Nunca esqueçamos: ninguém é santo com suas forças, ninguém é santo por sua própria santidade: só em Cristo somos santificados, pois somente Cristo derrama sobre nós o Espírito de santidade. O nosso único trabalho é lutar para acolher esse Espírito, deixando-nos guiar por ele e por ele sermos transfigurados em Cristo!

Olhemos para o céu: lá estão Pedro e Paulo, lá estão os Doze, lá estão os mártires de Cristo, os santos pastores e doutores, lá estão as santas virgens e os santos homens, lá estão tantos e tantos – uns, conhecidos e reconhecidos pela Igreja publicamente, outros, cujo nome somente Deus conhece; lá está a Santíssima e Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe e discípula perfeita do Cristo, toda plena do Espírito, toda obediente ao Pai. Eles chegaram lá, eles intercedem por nós, eles são nossos modelos, eles nos esperam.

Num mundo que vive estressado, que corre sem saber para onde… num mundo que já não crê nos verdadeiros valores, porque já não crê em Deus, contemplar hoje todos os santos é recordar para onde vamos e qual é o sentido da nossa vida! Não tenhamos medo de ser de Deus, não tenhamos medo de testemunhar o Evangelho, não tenhamos medo de alimentar nossa visa com o Cristo, na sua Palavra e na sua Eucaristia para sermos inebriados da vida do próprio Deus.

Infelizmente, muitos hoje têm como heróis os atletas, os atores, os cantores e tantos outros que não têm muito e até nada para ensinar. Quanto a nós, que nossos heróis e modelos sejam os santos e santas de Cristo, que foram heróis porque se venceram e correram para o Cristo! Que eles roguem por nós, pois o que eles foram, nós somos e o que eles são, todos nós somos chamados a ser.

Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós!

Deus abençoe nossas famílias

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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Nossa Senhora Amamentando Jesus

“Enquanto Ele falava, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse: Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram! Ele, porém, retorquiu: Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.” (Lucas 11,27-28)

Coube à Virgem Maria conceber Cristo em seu seio, mas cabe a todos os eleitos a possibilidade de, com amor, o trazermos no coração. Bem-aventurada, sim, bem-aventurada a mulher que em si trouxe Jesus durante nove meses (Lc 11, 27). Bem-aventurados sejamos nós também, porque velamos por trazê-Lo sempre no coração. Grande maravilha é seguramente a concepção de Cristo no seio de  Maria, mas não é maravilha menor vê-Lo tornar-Se o hóspede do nosso peito. É este o sentido do seguinte testemunho de João:

“Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo” (Ap 3, 20).

Reflitamos ainda, na nossa dignidade e semelhança com Maria. A Virgem concebeu Cristo nas suas entranhas de carne, e nós trazêmo-Lo nas do nosso coração. Maria alimentou a Cristo dando-Lhe a beber o leite de seu seio, e nós, nós podemos oferecer-Lhe a refeição variada das boas acções que O deliciam.

São Pedro Damião

Deus Abençoe nossas famílias

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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Ontem, dia 23 de setembro de 2009, tive a alegria de fazer a pregação do nosso grupo de Oração Acreditando na Família, na Comunidade Família de Nazaré.

Falei um pouco sobre a importância da oração baseado na passagem abaixo:

19.Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. 20.Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. (Mt 18, 19-20)

Comentei que conforme nos diz a Palavra é importante que o casal esteja verdadeiramente unido, de corpo e alma para que essa passagem se cumprisse em nossas vidas e que pudéssemos realmente conseguir TUDO o que pedíssemos a Deus.

Ouça o áudio da pregação de ontem

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Que Deus possa unir cada vez mais cada um de nós a nossos conjugues de forma que se cumpra em nós a promessa:

5.Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? 6.Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. (Mt 19, 5-6)

Deus abençoe nossas famílias

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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Cinema Quem quer ser um milionarioO Oscar deste ano foi conquistado pelo filme Quem quer ser um milionário? que, a despeito de seu conteúdo, reflete, em seu título, uma grande marca de nossa sociedade: o desejo de ganhar, sempre mais. Não somos construídos para perder, seja em um simples jogo de truco ou em uma licitação pública. Não somos premiados pelos últimos lugares. O fato é que perder é sempre desconfortável.

O leitor desavisado poderia dizer que esta idéia é defendida pela Bíblia, pois Paulo diz que “somos mais que vencedores”. Mas, para nós, cristãos, há uma diferença fundamental. Paulo, na verdade, diz: “somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou” (Rm 8, 37).

O apóstolo dos gentios havia sido ensinado pelo próprio Mestre que a verdadeira vitória só pode ser conquistada nEle e a partir de um método muito diferente. Jesus apresenta a lógica ilógica mais desconcertante: os últimos serão os primeiros; as prostitutas vos precederão no Reino dos céus; se alguém lhe dá um tapa, ofereça a outra face; não vim para os justos, mas para os pecadores. Este paradoxo é aplicado também para aqueles que desejam a vitória.

Assim, mesmo tendo motivos para gloriar-se (seus estudos, sua arte de discursar, sua condição social e religiosa), o vitorioso Paulo, reconhecido pelos romanos como imbatível perseguidor de cristãos, após encontrar-se com Cristo, sente-se impelido a dizer que suas “vitórias” todas julga “como perda em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Cristo, meu Senhor” (Fl 3, 8). Neste momento, começa a exprimir a postura do que é “mais que vencedor”.

Paulo havia aprendido a fórmula fundamental da vitória em Cristo: perder para ganhar. A partir de seu bem maior, conseguia compreender, como o jovem rico, que o Reino de Deus era conquistado quando vendesse seus bens e desse aos pobres e não quando se gloriasse por acumular riquezas.

Paulo já não se alicerçava em sua santidade ou pureza. Reconhecia que era pecador, como todos os outros (Rm 3, 23) e que os méritos eram todos (sem exceção) de seu Senhor.

Portanto, nesta semana, façamos o exercício de dar a Deus o que é dele. Este é o verdadeiro louvor, o reconhecimento de que Deus é Deus. De que nossos dons são dele e, portanto, os méritos também. Se queremos ganhar – a vida eterna –, é preciso perder o que nos faz crer que a obra é um pouco mais nossa que de Deus.

E… se queremos ser um milionário, a fórmula é simples. Sejamos pobres. Sim, pobres, porque “deles é o Reino dos céus” (Mt 5, 3).

 

 Deus Abençoe nossas Famílias

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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“Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança.”

Rm 15, 4

 

Estamos vivendo um Ano Jubilar Paulino, por ocasião dos 2000 anos do nascimento do grande Apóstolo.

Paulo é tradicionalmente, apresentado com a Escritura e a Espada. Os dois símbolos que se complementam e dizem muito da vida do Apóstolo. Paulo era o homem da Palavra, grande pregador e o primeiro cristão a escrever cartas pastorais. No AT, a Espada é comparada à Palavra, além disso, Paulo foi decapitado pela espada.

O que mais poderíamos conhecer de Paulo?

Ao começar sua missão cristã, Paulo tinha uns 40 anos.

Ele foi uma irrupção imprevisível na Igreja:

·         Ninguém pensou nele, ninguém o preparou e ninguém se preparou para acolhê-lo.

·         Quando se tornou cristão, não sabiam o que fazer com ele e mandaram-no de volta a Tarso.

·         Não foi escolhido pela hierarquia, nem recebeu “ ordenação”.

·         Foi um leigo, precursor de tantos leigos que depois mudariam os rumos da Igreja.

Paulo não escreveu suas cartas no conforto de um escritório. Talvez escrevesse num albergue, em companhia de seus colaboradores, depois das labutas missionárias, outras vezes na prisão. É possível que, antes de escrever, discutisse o assunto com seus companheiros. Suas cartas eram circunstanciais. Ele ditava e outro escrevia.

As cartas de Paulo não são apenas necessidade de se comunicar ou cultivar amizades. Refletem sua preocupação, zelo e responsabilidade pelas comunidades.

Paulo conhece bem o AT, talvez mais que os outros apóstolos. Ele não ouviu o Mestre falar, mas a partir da fé em Jesus relê o AT e elabora uma reflexão sobre a obra da salvação. Paulo não conviveu com Jesus mas viveu Jesus.

Também a nós são dirigidas as cartas de Paulo, não como a pessoas individuais, mas comunitariamente. As cartas de Paulo são para nós o que as Escrituras foram para ele.

 

“Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança”. (Rm 15, 4)

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Caros irmãos,

segue abaixo Comentário lindo de Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja sobre a 1ª carta de S. João, n° 1, 9 (trad. SC 75, p. 134; Bouchet, Lectionnaire, p. 291). Uma reflexão sobre a busca da perfeição através do amor aos nossos inimigos.

Com este sinal reconhecemos que estamos em Deus: se com Ele formos perfeitos“.

Santo João quer dizer aqui: perfeitos no amor (1Jo 4, 17). Qual é a perfeição do amor? Amar os nossos inimigos e amá-los a tal ponto que se tornem nossos irmãos.

Com efeito, o nosso amor não deve ser segundo a carne. Por conseguinte, ama os teus inimigos desejando que se tornem teus irmãos; ama os teus inimigos de modo que sejam chamados a entrar em comunhão contigo.

De facto assim amou Aquele que, suspenso da cruz, dizia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem que fazem(Lc 23, 34).

Queria arrancá-los à morte eterna através de uma oração cheia de misericórdia e com grande força. Aliás muitos acreditaram e foram perdoados de terem vertido o sangue de Cristo.

Verteram-no encarniçando-se contra Ele; seguidamente, beberam-no quando acreditaram.

Com este sinal sabemos que estamos n’Ele: estando n’Ele somos perfeitos.

É a esta perfeição do amor aos inimigos que o Senhor nos convida quando diz:

Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste“.

Deus Abeçoe nossas famílias

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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Oi leitores do meu blog,

Estou meio sem tempo de escrever, mas achei maravilhoso esse trecho do livro Homem e mulher em sintonia do Monsenhor Jonas Abib e resolvi compartilhe-lo com você. É um texto que fala claramente sobre o carisma da comunidade Família de Nazaré a restauração de Famílias.

Espero que todos gostem e comentem.

padre_jonas_abibA dor de muitas mulheres é não ter um marido formado pelo Espírito Santo, confiante na Palavra, homem de oração, fiel a Deus. Talvez as situações que atravessam são tão difíceis, justamente por não terem um marido santo. É hora de empenhar-se, de lutar, sofrer, de orar com fervor. É tempo de resgatar seu lar, seu marido, seu casamento. Que São José a ajude e a faça semelhante a Maria.Creio que para muitas mulheres falta esta entrega. Querem o esposo em Deus, mas o seguram… É certo que todo homem é bastante independente. A cabeça tem que ser independente! O coração é diferente, está preso dentro do tórax e bem defendido! Mas a cabeça tem que ficar fora, ser autônoma. O homem é a cabeça, a mulher, o coração. Cada um no seu lugar. Ciúmes não resolve. Deixe seu marido livre para Deus. É a melhor maneira de garanti-lo para si.

Os homens precisam de coração. Graças a Deus, as mulheres, que são o coração, têm ”batido” bem. Sim, felizmente são elas que têm sustentado tanto os homens, como as famílias. Mas é preciso que a cabeça esteja unida ao coração, desempenhando a função que lhe cabe.

sagrada_familiaCom razão, o anjo disse a Maria: ”Ave Cheia de Graça!” E Isabel disse a ela: ”Bendita és tu entre as mulheres!” Não resta dúvida de que ela foi ”bendita entre as mulheres”. Mas Deus colocou José para ser a cabeça de Maria, e respeitou esta hierarquia, confiando-lhe Suas ordens. O canal da graça, da bênção, da santidade para Maria, era José.

Este é o segredo para você, mulher: querer o seu marido cada vez mais santo. Para isso, pedir, rezar, suplicar, jejuar. Quanto mais ele for santo, mais ele será canal para você ser de Deus. O Pai não a quer santa, sozinha. Você precisa do seu marido e ele precisa de você. Deus quer marido e mulher caminhando juntos para a santidade.

Há dois tipos de caiaque: um é o individual, no qual uma pessoa sobe, segura os remos e vai remando… O outro é o caiaque duplo. Neste, não dá para ir sozinho: ele foi fabricado para duas pessoas. A distribuição de forças e de peso no caiaque é para duas pessoas e, sendo assim, não adianta apenas um esmerar-se no remo e deixar que o outro ”se vire”.

No caiaque duplo, a sincronia dos remos é o mais importante. Não adianta um remar bem e o outro mal. Se um rema e o outro não rema, se um rema rápido e o outro rema devagar, o caiaque afunda. Este ”jogo de forças” sem sincronia, faz com que o caiaque vá para o fundo.

O matrimônio é um caiaque de dois. Se Deus chamou você para o matrimônio, não há outro jeito. É preciso remar em sincronia. É preciso que homem e mulher andem em sintonia. É preciso aprender . E, muitas vezes, vai ser preciso ensinar. Um ensina o outro. Mas é preciso que os dois aprendam. É o único jeito de levar em frente o caiaque do casamento.

Se você, mulher, já está mais adiante no processo da santificação, saiba que não adianta sair na frente, como na ”Corrida de São Silvestre”. Sua vocação é andar no caiaque duplo. É ter sincronia, é ensinar o marido a remar junto.

Sua função é preparar seu companheiro, para que ele também aprenda e entre no ritmo. Você precisa começar com seu marido bem devagarinho, treinando bastante, até que ele se habitue e vocês adquiram sincronismo.

No casamento, a santidade, o caminho para Deus é conquistado a dois.

Homens, é hora de deixar de covardia! Remem com suas mulheres, pois elas já remaram demais sozinhas. O barco afundou porque vocês, infelizmente, não tinham assumido suas responsabilidades.

Não basta dizer: ”Minha esposa já vai à igreja, reza, comunga, conta os pecados dela e os meus para o padre. Eu já nem preciso me confessar”. Isto é desculpa! É preciso que você também assuma seu caminho de santidade. Não há outro jeito!

Maria foi tão santa porque José foi muito santo. E ao mesmo tempo (aí está o bonito), José foi tão santo porque Maria foi muito santa. 

Mons. Jonas Abib
.: Trecho do livro: Homem e mulher em sintonia

Deus Abençoe a toda nossa família.

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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O Domingo de Ramos nos remete ao episodio em que Jesus entra triunfante em Jerusalém.

Neste dia, nos relata João 19, 29-30, que Jesus pede a seus discípulos que vão a uma aldeia pegar um jumentinho para que Ele entrasse em Jerusalém conforme as escrituras previam. Conta-nos João 19, 36, que ainda no caminho para Jerusalém o Mestre já era aclamado e as pessoas o saldavam e colocavam seus mantos para que Jesus passasse.

Ao chegar a Jerusalém todos vieram ver o Rei e aclamá-lo dizendo:

Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus! (João 19, 38)

Os Judeus ao verem Jesus, aquele que eles já conheciam, aquele que tinham visto fazer tantos milagres, aquele que tinham visto pregar nas sinagogas e levar o amor do Pai a tantos, entrando em Jerusalém conforme previram as escrituras, não tiveram duvidas ao aclamar Jesus como seu Rei, como Rei dos Judeus, como aquele que vem em nome do Senhor. Todos deram glorias a Deus, todos proclamaram Jesus como Rei a ponto dos Doutores da Lei advertirem a Jesus para que pedisse a multidão que se cala-se.

Os louvores e reconhecimentos porem duraram pouco. Pouco tempo depois, essa mesma multidão grita

Crucifica-o! Crucifica-o! (São Lucas 23,21)

Ao percebemos esta grande diferença de atitudes dos Judeus nós ficamos perplexos. Achamos estranho como que as mesmas pessoas que o proclamaram Rei, o condenam a uma morte de Cruz. Mas quando olhamos para a nossa vida, acabamos percebendo que de uma forma ou de outra nós também somos assim.

Nós vamos à missa, vamos ao grupos de oração, vamos ao Encontros de Restauração de Famílias, Louvamos a Deus, proclamamos a Jesus como nosso Rei, proclamamos Jesus como rei da nossa família, mas nos momentos de dor, nos momentos de Cruz, nos momentos que aparentemente Jesus não está montado em um burrico para nos sinalizar que Ele é Rei ou fazendo milagres em nossa vida e que nos vemos passando pela cruz, nós nos entregamos a murmurações, a reclamar de Deus, nos entregamos ao pecado e condenamos Jesus, com nossas atitudes e nossos pecados, afinal :

“Jesus se entregou por nossos pecados, para nos libertar da perversidade do mundo presente, segundo a vontade de Deus, nosso Pai” (Gálatas 1,4)

Que o Espírito Santo nos ilumine e nos ensine a nos mantermos firmes com Cristo, tanto nas horas boas quanto nas horas difíceis.

Deus abençoe a nossa família.

Marcelo Maia
Comunidade Família de Nazaré

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